A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) entrou com três ações judiciais para apurar prejuízos atribuídos a investimentos feitos pelo RioPrevidência em fundos ligados ao grupoMaster. As perdas estimadas chegam a R$ 641,4 milhões.
As ações miram a Master Corretora, atualmente em liquidação extrajudicial, e gestoras responsáveis por fundos que receberam recursos do regime próprio dos servidores estaduais fluminenses. O objetivo é identificar responsabilidades pelos aportes e pelas eventuais perdas sofridas pelo fundo previdenciário.
Os questionamentos da PGE-RJ se concentram em aplicações realizadas em dois fundos: o Revolution e o Texas I FIA. No caso do Revolution, segundo documentos citados pela Procuradoria, o RioPrevidência teria aplicado R$ 481,4 milhões. O fundo possui patrimônio atual de R$ 567,8 milhões.
A carteira do Revolution é classificada como “sob sigilo” e formada majoritariamente por ativos de crédito privado. Entre os pontos que chamaram a atenção dos procuradores está a remuneração de parte desses ativos, que poderia chegar a até 180% do CDI. Para a PGE-RJ, uma taxa nesse patamar é considerada “economicamente anômala”.
As ações fazem parte da ofensiva jurídica do governo fluminense para recuperar recursos aplicados pelo RioPrevidência em estruturas associadas ao Master e apurar se houve falhas de gestão, diligência ou controle na seleção dos investimentos.
