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Investidor Institucional
18 de março de 2026

GT encaminha ao CMN proposta de suspensão da Resolução 5.272

GT encaminha ao CMN proposta de suspensão da Resolução 5.272 RPPS março 18, 2026 ...

GT encaminha ao CMN proposta de suspensão da Resolução 5.272
Créditos: Investidor Institucional

GT encaminha ao CMN proposta de suspensão da Resolução 5.272

Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Previdência Social para discutir as novas regras estabelecidas pela Resolução CMN 5.272/2025, que altera as normas de investimentos para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), aprovou proposta recomendando a suspensão ou mudanças nesse normativo. A proposta, agora, deverá ser encaminhada ao Conselho Monetário Nacional (CMN).

A Resolução 5.272, que substituiu a Resolução 4.963/2021, foi aprovada pelo CMN em dezembro do ano passado e entrou em vigor em 2 de fevereiro deste ano, endurecendo as regras de investimento para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

O normativo passou a condicionar as alocações em ativos de maior risco apenas aos institutos que possuem, no mínimo, o nível II do Pró-Gestão. Além disso, ativos como fundos multimercados, fundos de ações e ETFs de ações — que, no normativo anterior, eram acessíveis a todos os RPPS, ainda que com limites de alocação — passaram a ser restritos, na atual resolução, apenas aos regimes com níveis III e IV do Pró-Gestão.

Associações que representam os regimes próprios, como a Abipem e a Aneprem, já se posicionaram contra o novo normativo. Ainda no ano passado a Anbima, que representa os gestores de recursos, encaminhou carta ao CMN solicitando o adiamento da implementação da regra, no que foi parcialmente atendida pois a 5.272 entrou em vigor em 2 de fevereiro com os novos limites sendo aplicados apenas aos investimentos adicionais e não ao estoque.

O GT do MPS é estruturado de forma paritária, reunindo dez representantes de órgãos de controle governamentais e dos próprios RPPS. A proposta de suspensão da Resolução 5.272 foi aprovada por 7 dos 10 votos do colegiado, após ouvir diversas entidades afetadas pela sua implementação.